Mostrando resultados para "daniela mountian"
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Conteúdo adulto visível.
- Traduzido por
- Yulia Mikaelyan
2026
PT
Em O ofício, uma novela em duas partes (Remesló, 1985), o cultuado escritor russo Serguei Dovlátov (1941–1990) descreve com impagável (auto) ironia "as peripécias de seus manuscritos" — sua biografia literária — em dois momentos da vida: na URSS e nos EUA, após ter emigrado (1978). A primeira parte da novela, O livro invisível, escrita entre 1975 e 1976, retrata as tentativas frustradas de publicação do jovem escritor na União Soviética, onde prevalecia uma burocracia ilógica e absurda. Ta...
2023
PT
O romance "O Diabo Mesquinho", de Fiódor Sologub (1863-1927), escrito na passagem do século XIX para o XX, foi traduzido diretamente do russo, numa publicação inédita no Brasil. A obra conta as peripécias de Ardalión Boríssytch Peredónov, um professor do ginásio de uma pequena província russa do fim do século XIX que busca uma esposa para alcançar o sonhado posto de inspetor. Numa série de intrigas e confusões, alimentadas por seus incorrigíveis circunvizinhos, o maldoso Peredónov passa a ...
- Traduzido por
- Moissei MountianDaniela Mountian
- Séries -
- Coleção Leste
2011
PT
Fiódor Kuzmitch Tetiérnikov (1863-1927), conhecido como Fiódor Sologub, foi um expoente do simbolismo russo — que deve ser entendido não como uma corrente estética delimitada, mas como um movimento cultural de imenso alcance na Rússia de começos do século XX, através de suas releituras e reconstruções metafísicas e filosóficas da tradição literária nacional. Sologub ao mesmo tempo margeou e influiu poderosamente nesse movimento, sobretudo com uma das obras-chave do período, o romance O...
- Traduzido por
- Daniela MountianMoissei Mountian
2026
PT
A mala (Tchemodan, 1986), livro que consagrou o nome de Serguei Dovlátov (1941–1990) como um dos principais escritores russos do século XX, faz uma viagem pelo tempo através da mala que ele levou consigo ao deixar a União Soviética (1978). Se em Parque Cultural, o autor-narrador hesita em partir de seu país natal e em O ofício já vive como um emigrado, em A mala ele desfaz a bagagem de recordações de sua Rússia particular. Cada objeto da mala define uma parte do enredo — de um cinto de ofi...
2023
PT
Em "O bom Stálin" (2004), Víktor Eroféiev narra sua "infância soviética feliz" sendo filho de um funcionário do alto escalão. Além de colaborador de Stálin e Mólotov, seu pai foi conselheiro cultural na embaixada russa em Paris e lá circulou entre festas e artistas, como Pablo Picasso, Simone Signoret e Yves Montand, que fascinavam o jovem narrador. Conforme vai crescendo, o narrador se vê dividido entre Paris e Moscou, entre o amor que sente pelo pai e a aversão que tem por um colaborador...
Aulas de literatura russa
de Púchkin a Gorenstein
2022
PT
Aulas de literatura russa: de Púchkin a Gorenstein apresenta um rico material que, se não propriamente um panorama das letras russas, está muito próximo disso. Há desde textos dedicados aos românticos, como Aleksandr Púchkin e Nikolai Gógol, até aos contemporâneos, como Ióssif Bródski e Serguei Dovlátov. A antologia reúne ensaios e resenhas de Aurora Fornoni Bernardini escritos ao longo de mais de trinta anos e publicados em prestigiosos jornais e revistas. Suas leituras atentas de Púchkin...
As pessoas que leram estes também gostaram
- Traduzido por
- Denise SalesGraziela Schneider
2011
PT
Poucas cidades têm uma mitologia tão complexa quanto São Petersburgo-Petrogrado-Leningrado. Este conto de 1924, “O caça-ratos”, é a contribuição de Aleksandr Stiepánovitch Grin (abreviação de Grinevski, 1880-1932) à imagem da Petrogrado fantasmagórica, derruída e zoológica que se sobrepôs, no período pós-revolucionário, à extensa tradição fantástica da urbe. Nascido em um arrabalde da cidade de Viatka, Grin passou, “gorkianamente”, por diversos empregos e bicos. Foi preso mais de uma vez p...
- Traduzido por
- Denise Sales
2011
PT
Este conto de Vladímir Galaktiónovitch Korolienko (1853-1921) é um pequeno favorito das primeiras antologias de literatura russa publicadas mundo afora. Boa parte dessa fama se deve à conturbada biografia do autor, envolvido com agitação política, prisões e exílios na Sibéria, de cujo povo e natureza extraiu material para muitos de seus contos. “O sonho de Makar”, de 1885, pertence a esse conjunto de histórias siberianas publicadas ao longo das décadas de 1880 e 1910. Korolienko é hoje ass...
- Traduzido por
- Lucas Simone
2011
PT
O príncipe Vladímir Fiódorovitch Odóievski (1803-1869) participou de diversos grupos literários importantes da primeira metade do século XIX na Rússia, como a Sociedade Livre dos Amantes das Letras Russas, a sociedade dos Amantes da Sabedoria (os Liubomúdri), o periódico Mnemozina, o círculo de leituras capitaneado por Semiôn Ráitch. Posteriormente, tangenciou o movimento eslavófilo. Odóievski foi um dos principais difusores da filosofia idealista e da literatura alemã na...
- Traduzido por
- Nivaldo dos Santos
2011
PT
“Quatro dias” é uma das experiências literárias mais marcantes da Rússia do século XIX. Vsiévolod Mikháilovitch Gárchin (1855-1888) viveu apenas 33 atribulados anos, nos quais participou da guerra russo-turca de 1877 — ano de publicação deste conto, a estreia do autor — e teve diversas crises nervosas, que culminaram com seu suicídio, atirando-se do alto de uma escada. Gárchin é considerado por muitos críticos como o grande nome “pouco-conhecido” da prosa russa, grandeza detectável especia...
- Traduzido por
- Cecília Rosas
2011
PT
Dotado de uma capacidade ímpar de recriar gêneros literários ocidentais, o cosmopolita Aleksandr Serguêievitch Púchkin (1799-1837) nunca viajou para a Europa — e nos dois aspectos possui semelhanças com Machado de Assis, com quem compartilha também o proverbial “salto” de qualidade em relação à respectiva produção literária nacional existente até então. Essa “arquiraposa” do século XIX (segundo Isaiah Berlin), e o mais nacional dos escritores russos, justamente porque internacional (e vice...
- Traduzido por
- Nivaldo dos Santos
2011
PT
Leonid Nikoláievitch Andrêiev (1871-1919) suscitou um autêntico furor na sociedade russa com este “O abismo”, de 1902 (e outros contos da mesma época, como “Na neblina”), em que recessos psicológicos dostoievskianos, hiperestesia decadentista e temas sexuais finisseculares aparecem numa síntese bombástica. Sofia Andrêievna, esposa de Tolstói, chegou a escrever uma carta de protesto ao jornal em que foram publicados. E o próprio Lev Tolstói dizia de Andrêiev: “ele tenta me assustar, mas eu ...











