Mostrando resultados para "editora iluminuras"
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2014
PT
Esta é a orelha do livro/ por onde o poeta escuta/ se dele falam mal/ ou se o amam", diz Carlos Drummond de Andrade, predileto de Nuno Ramos, em seu "Poema-orelha". Aqui, na orelha deste livro, poderíamos declarar, sem falso pudor nem reticência, o quanto gostamos de Autor e obra, mas não poderíamos dizer o que o livro é, sem traí-lo em sua natureza própria. De fato, olhando bem, os textos que o compõem em sua unidade tão estrita quanto desatada não são contos, nem poemas em prosa, nem crô...
Semiótica psicanalítica
Clínica da cultura
2016
PT
A interlocução da Semiótica com a Psicanálise abre uma perspectiva de captação dos signos para além da percepção consciente, visando suas motivações inconscientes, quando o novo & inesperado aparece para iluminar o real. Na condição mortal & sexuada do ser humano, nos confins do narcisismo, o falante perde & almeja a capacidade de saber sobre si, determinado pelo Outro, guardião do código & representante da cultura. Estes artigos aquilatam o capital intelectual daqueles que têm sido fiéis ...
2016
PT
Fernanflor é o épico, a saga de Jeroni Fernanflor. Uma obra-prima construída com a precisão e o preciosismo com que se constroem os melhores relógios. LOURENÇO MUTARELLI Em Fernanflor de Sidney Rocha tudo é linguagem: alta, baixa, média linguagem. [...] Tudo é claro. As frases dizem o que têm a dizer sem olhar para trás. Nenhuma sombra ou resto aparente. A frase inequívoca e sólida avança. [...] Sidney Rocha, ou melhor, as suas personagens, olham de cima e comentam, olham de um lado e depo...
2021
PT
Logo no começo do segundo ato da peça de Shakespeare, Julieta pergunta a Romeu por que ele não pode renunciar a seu nome, para que ela possa amá-lo. Por que um nome é tão importante, a ponto de impedir o amor dos seres? "What's in a name", a frase literal da per-sonagem, é o ponto de partida e o título original deste Lumes, que a multipremiada poeta portuguesa Ana Luísa Amaral traz agora ao Brasil, em edição consideravelmente aumentada, com poemas inéditos. Aqui, a poeta se coloca as quest...
2020
PT
Simbólico, Imaginário e Real: Os trinta artigos reunidos neste livro desenvolvem, de múltiplas maneiras, os registros destacados pela leitura lacaniana da obra de Freud.Os enlaces das dimensões habitadas pelos seres falantes configuram realidades, individuais e/ou coletivas; da clínica ao mundo, do pessoal ao coletivo, as inconsciências – psicanálise, semiótica, cultura material – são suportes teóricos de pensamentos singulares. É possível ser original quando os mestres disseram quase tudo...
2016
PT
Escuro é um poema em que Ana Luísa Amaral revisita a poesia a partir dos poetas que poeticamente escreveram a história de si próprios, como San Juan de La Cruz, ou a história da história, como William Blake, ou a história da poesia-feita-história, como Fernando Pessoa. A lucidez de Escuro canta a história nossa, que sempre na escola nos deixaram por contar. MARIA IRENE RAMALHO As reinvenções de Ana Luísa inserem-se criticamente na atualidade de maneira profunda, incitando reflexões sobre a...
2016
PT
Encurralado entre os séculos XX e o XXI, Josep Marília integra a diáspora brasileira movida no século anterior por razões políticas e, no novo, outra vez por razões políticas. No exterior, ele busca, como diz, fazer justiça a uma mulher que amou e que, mais que ele, vê-se presa entre um tempo que não acaba de passar e outro que não termina de chegar. Josep Marília, enquanto isso, move-se em cenários estrangeiros que o libertam tanto quanto lhe escapam. Não é só uma história nacional e outr...
2016
PT
Antes de qualquer coisa: voltar ao início da trama: visitar as primeiras palavras: descobrir o que havia escondido: encontrar o que não estava dito: repassar as verdades formadas: e depois de tudo isso: sobrepor o passado ao presente: comparar a estrada e o começo: escavar os espaços vazios: perfurar os espaços vazios: perfazer o gesto da página: perseguir o rastro da página: esquecer o que estava escrito: e ainda que seja tarde: alertar sobre o que virá: procurar o que então virá: descobr...
Vertigem
Políticas da Subjetividade Contemporânea
2016
PT
DO PRÓLOGO Um trapezista se dá conta, subitamente, de que sua vida está por um triz: "Viver assim, com uma só barra entre as mãos... É vida, isto?". A existência de repente lhe parece estreita demais, pobre demais, frágil demais. Passa a exigir dois trapézios em vez de um, e promete "nunca mais e em circunstância nenhuma" voltar a apresentar-se como antigamente, pendendo de uma única barra. O trapezista de Kafka, em sua exclamação apavorada, expressa o que as acrobacias do mundo contemporâ...
Espelhos Gêmeos
Pequeno tratado das perversões
2016
PT
Espelhos gêmeos, já a uma primeira leitura, apresenta ao leitor os elementos essenciais da ficção de Péricles Prade: o fantástico, produzido por uma imaginação delirante, os desvios narrativos, que permitem associações livres entre personagens históricas e fictícias, fatos históricos ou não, o fino humor, o poético, o paródico, o grotesco e o erótico. No caso específico deste livro, esta última característica é que predomina, a ponto de se tornar o Leitmotiven de todos os contos, a obsessã...
As pessoas que leram estes também gostaram
2013
PT
Acessível
Nuno Júdice é hoje uma das vozes mais valorizadas e singulares da literatura contemporânea, pela sua permanente luta contra o indizível da palavra e da poesia. O mistério, a criação e a revelação do absoluto e do sagrado são explorados por Júdice nessa tão sua tentativa de modelar nas formas que a língua lhe colocou à disposição ou na «liberdade» que a linguagem lhe permite e «autoriza». Distinguido com os mais importantes prémios de poesia portugueses, entre eles, o Pen Clube (1985), Prém...











